quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DESPEDIDA


SE eu soubesse ...
Que aquele  dia era o último
Teria pedido ao sol para iluminar mais

Se eu soubesse ...
Que aquela seria a última noite
Teria orado para que continuasse escura

Se eu soubesse...
qqe aquele café não ia ser repetido
Teria feito especial
Que o nosso almoço se tornaria uma  lembrança
pra sempre
Teria reparado mais em você

Eu soqubesse...
Que aquele abraço era uma despedida
Não teria desgrudado de você
Que aquela era a ùltima bênçâo
Teria dito Deus te abençoe tambèm
Que aquele era o ùltimo sorriso
Teria fotografado, para eternizá-lo
Que era a ùltima vez que fechava a porta para
você,
Jamais teria aberto
Que aquele era o último adeus
Teria acrescentado EU TE AMO
Tudo isso, para ter você perto de mim

Devemos viver intensamente todos os momentos
como se fosse o último,
ou quem sabe, o primeiro.

Poema da Profª. Maria de Fátima Silveira
E. M. Salustiano Medeiros.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PROFESSORA FRANCISCA PALMEIRA HOMENAGEIA PROFESSORES


Dia do Professor; uma Reflexão

Homenagear o professor no seu dia nos remete a uma profunda reflexão da importância desse profissional para a sociedade. A sua tarefa educacional está na gênese das demais profissões. No entanto, a desproporcionalidade com os outros profissionais de igual nível de escolaridade, no que concerne a conquista de direitos é incompatível com os discursos proferidos pelas autoridades governamentais que se dizem competentes.

Salários dignos e condições adequadas de trabalho seriam o básico e mínimo que se poderia oferecer para uma educação de qualidade; que seja capaz de proporcionar cidadania para os alunos, aqueles cantados em prosa e verso, serem estes o cerne da questão, ou seja, a razão da escola existir. Do contrário, se esta escola não oferecer educação de alto nível, não estaria ela fugindo de seu verdadeiro papel que é formar cidadãos e cidadãs? Nesse sentido, seria redundância relembrar que todas as nações que desenvolveram - se foi porque investiram maciçamente em educação?

 É verdade que nestes últimos dez anos, graça a uma nova forma de pensar não só a educação mais a sociedade como um todo, tivemos um avanço considerável nesse setor. Quais sejam: em termos de financiamento os recursos foram triplicados de 17,4 bilhões em 2003 para 51 bilhões em 2010.  Com um olhar direcionado para a educação básica e valorização do professor foi instituído o FUNDEB, política universalizada, pois convergem para si todos os níveis de ensino básico, divergentes do FUNDEF que teve um caráter segmentário, contemplando apenas o ensino fundamental. Na mencionada política (fundeb) estar implantada a lei do piso (11.73/2008) garantido uma data base para o magistério, algo há muito tempo, por nós almejados; o ensino tecnológico e as universidades se expandiram, sendo criadas mais de 14 universidades, mais de 100 campi, centenas de institutos federais; concursos foram criados para democratizar o acesso ao serviço público na educação. Vale lembrar que com relação à chamada lei do piso muitos prefeitos e governadores teimam em não cumprir, e como se não bastasse impetraram pedidos de inconstitucionalidade da referida lei.

Diante das menções supracitadas entende – se que muito mais precisa ser feito. Como exemplo, exercitar- se a consciência do voto correto, ou seja, o eleitor votar em pessoas comprometidas com a ética, transparência, e que não confunda investimento na educação com gasto e o público com o privado, que não se sinta dono, mas um administrador da coisa pública; que a formação continuada para os professores não venha ser oportunidades para servir a gulodice de aventureiros neoliberais, com seus cursos aligeirado. Quero crer que isto não seja uma regra, porém na maioria das vezes essas modalidades de ensino servem para, como foi dito, satisfazer a ânsia gananciosa do lucro fácil. Que a formação continuada venha se constituir na prática uma verdadeira revalidação de conhecimentos. Que a escola crie mecanismos e estratégias através de regimentos/normas e outros para atrair a comunidade para seu âmbito e dessa forma encontrar juntos a solução de problemas detectados. Que o professor recupere sua autoestima e sua verdadeira identidade como docente capaz de conduzir o aluno a interferir nos espaços sociais como um agente e nunca como um sujeito sujeitado, enfim transformar a sociedade.

Apesar do atraso na educação ser histórico e ter raízes que rementem a centenas de anos, não acho impossível a solução. Numa visão mais otimista afirmo que venha ocorrer em médio prazo.

Aos professores, os verdadeiros heróis da resistência, nossos parabéns e que todos os dias, através de lutas, teremos conquistas para comemorar.

Texto escrito por Francisca Palmeira.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

TERRA


terra

Oh, terra mal
dita
pelos teus poetas
Perdida no tempo
dentre os buracos
que te sepultam
sob os escombros
dos homens,
dos pedaços de esperança
eternas que tivestes
Vestiste terra de terra
e nada mais
Os homens,
esses sonhadores
com asas de Ícaro,
caem no chão de que eles fazem ventre
Mal
dito poeta que canta glórias mil
sepultou-se também
no infértil solo do qual se revestia
e se banhava todos os dias
Oh, terra santa
os demônios é que te dominam
Oh, princesa que nunca chegará à rainha
coroastes de terra tua mente insana
e o pó de tuas palavras
ainda me enche os ouvidos de poeira
Saia de mim esse teu gosto
de ferrugem
e da minha pele
saiam as mãos do meu pai
onde se desenha tua maldade
Oh, terra minha
não tens descanso da esperança
que te suja toda
Transformas em barro os derradeiros homens
Cobre as cabeças com o teto que ainda haverá de desabar
por cima de todos nós
e asseguras um abrigo que nunca nos guardará do sol
Oh, terra minha
és na verdade de outro
que te imaginou esposa
e te fez amante
e onde te encravou os pés e mãos
sem mais querer tirá-los
e sem carinho algum
Oh, minha
ainda,
amada terra,
quiçá não terão os deuses te prometido algo
Serás pois oposto ao paraíso
e nova terra na qual te transformarás
serás então
o que quer que todos querem que sejas
Oh, terra
pela qual já tive paixão
num tempo perdido na memória
que não encontro em lugar algum
da minha mente
- onde me sepulto a cada dia
e ressuscito em todos eles
para voltar a morrer
Oh, terra minha
não sei como declarar-me
: se teu assassino
ou
um dos teus mártires
Morte a todos os poetas que te recitarem

Paulo Gomes